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Ass de Hipnose do RS
Há Perigos na Hipnose?
Os riscos existem quando o paciente se presta a participar de shows e demonstrações sem
finalidades terapêuticas que normalmente são conduzidas por pessoas que se intitulam hipnotizadores, sem formação profissional adequada, podendo este leigo prejudicar o paciente.
É uma técnica que trabalha com o desconhecido, a mente inconsciente do ser humano.
Ela pode ser uma ferramenta de trabalho para o psicoterapeuta, entretanto se torna uma arma perigosa se aplicada indevidamente por pessoas não qualificadas ou mal intencionadas.
Como Definir o Estado Hipnotico?
Dá-se este nome, escreve Jolivet, a uma espécie de sono anormal cuja profundeza é variável, e durante o qual o sujeito se levanta, escreve ou fala, isto é, realiza o seu sonho.
Distinguem-se os sonambulismos naturais ou espontâneos, estados patológico que em geral se desenvolve no curso do sono, e os sonambulismos artificiais ou provocados, que é uma forma do estado hipnótico, caracterizado pelo fato de se poder conversar com o sujeito, que, de seu lado, pode apresentar, para um observador inadvertido, a aparência de uma pessoa normal e perfeitamente acordada.
Os estados da consciência são:
a) Vigília: são ondas cerebrais do tipo beta.
b) Estado alterado da consciência: estágio intermediário entre a vigília e o sono. São ondas do tipo alfa.
c) Sono: são ondas cerebrais do tipo delta e teta.
Fase REM do sono (fase de movimentos oculares rápidos), é o momento onde geralmente ocorrem os sonhos.
Fase NREM do sono.
A Utilização da Hipnose Clínica
A HIPNOSE CLÍNICA PODE SER APLICADA NOS SEGUINTES GRUPOS:
a) Como uma técnica que promove saúde e exercícios profiláticos em indivíduos sujeitos ao estresse;
b) Como um método através do qual o indivíduo pode controlar funções autônomas e, deste modo, superar sintomas desagradáveis ou perturbações autônomas;
c) Como um tratamento para uma ampla variedade de condições psicossomáticas;
d) Como um subsidiário ou ferramenta da psicoterapia, liberando memória reprimida e sensações, especialmente produzindo catarse em pacientes que sofrem de sintomas histéricos;
e) Como um método quer alivia dor e induz anestesia;
Durante a Hipnose se Perde a Lucidez?
Caracterizada por um estado de profundo relaxamento onde o paciente mantém a lucidez e se mostra altamente responsivo às sugestões, se pode observar que existe um aumento da capacidade de concentração.
Esta concentração pode ser direcionada a execução de determinadas atividades orgânicas internas a nível até mesmo celular.
Aumentando e melhorando o trabalho destas células, glândulas, órgãos ou sistemas a favor de uma recuperação mais rápida e mais eficiente.
E diminuindo os fatores que intensificariam esta doença.
Este mesmo recurso é conseguido a noite ao dormir ou quando a pessoa esta em repouso (convalescente).
A atividade orgânica esta diminuída e mais energia fica disponível para a recuperação e reposição de substâncias e estruturas ao corpo, maior concentração no trabalho e na atividade celular.
A diferença é que na hipnose este recurso pode ser conduzido.
Todas as Pessoas são Hipnotizáveis?
Somente 10% da população não é hipnotizável, ao contrário do que se acreditava.
Pessoas alcoolizadas ou com deficiência mental estão nesse grupo.
Crianças de pouca idade são hipnotizáveis, mas com maior dificuldade.
Existem três estágios de profundidade hipnótica:
Leve, médio, e profundo.
O estágio mais profundo só é percebido numa pequena parte da população.
Daí a conclusão errada que somente 10% da população era hipnotizável.
É Possivel Hipnose sem Permissão?
É preciso a concordância do sujeito que vai ser hipnotizado para que o efeito hipnótico aconteça.
Não há hipnose sem a anuência do sujeito.
Não há perda do livre arbítrio em estado hipnótico.
Não há perda de consciência na hipnose. Existe um estado de atenção concentrada.
Existe um aprofundamento dos conceitos e valores.
AHRGS - Associação de Hipnologia do Rio Grande do Sul
COMO OS PROBLEMAS SE INSTALAM?
Se todas as pessoas buscam alcançar a realização e estar bem e, muitas vezes, têm tudo para serem felizes, por que nem sempre o são e por que tantos experimentam problemas, fobias, medos, timidez, distúrbios de ansiedade, angústias, bloqueios, baixa auto-estima, sentimentos de menos valia, depressões, insônias, stress, hábitos e uso de substâncias nocivas e ainda doenças psicossomáticas?
Na evolução da escala biológica, observamos que o homem, contrariamente à maioria dos animais, não se guia predominantemente pelos instintos, mas muito pelo que aprende.
Somente a partir da segunda infância, pré-puberdade, é que o sistema neurológico da criança vai apresentando amadurecimento e permitindo a análise dos fatos, nessa fase é que a opinião própria começa a ser exercida e então a criança passa a decidir, criticar e até rejeitar informações, porém antes disso absorve tudo.
Não podemos negar que muitas circunstâncias da vida são carregadas de episódios que podem, para um adulto, parecer inofensivas, mas dependendo da etapa do desenvolvimento em que acontecem podem exercer cortes e desvios.
Como já dissemos, antes de haver a maturação neurológica as informações são absorvidas de forma bruta, sem filtragem nem análise crítica e assim vão sendo totalmente depositadas no inconsciente.
As circunstâncias da vida de que falávamos, muitas vezes propiciam a que se aprenda a ver, a sentir ou compreender coisas de forma equivocada e distorcida, permanecendo dentro de nós como verdades incontestáveis por toda a vida.
Com o passar do tempo esses conteúdos vão se manifestando no comportamento, na forma de viver e agir da pessoa e, muitas vezes trazendo para ela resultados contrários aos que desejaria obter.
É comum, por exemplo, se ouvir frases tais como:
"os homens são todos iguais",
"dinheiro não traz felicidade",
"filhos criados trabalhos dobrados",
"os bons pagam pelos maus",
"se sair sem casaco, vai ficar gripado", etc.,
Sem se falar de atitudes e comportamentos que muitas vezes uma criança presencia e aprende como se fossem leis:
"Quando papai chega em casa, mamãe está sempre irritada e briga com ele".
"Papai volta para casa cada dia mais tarde, quando chega está bêbado e não fala com ninguém".
Cenas como essas escondem nos bastidores da vida conjugal, conflitos pessoais ligados à auto-estima que dificultam tanto a auto quanto a mútua aceitação dessas pessoas, impedindo-as de dialogar e viver harmonicamente.
O que é percebido pelo filho nesse caso é que "mulher é sempre frustrada e grita", "homem bebe e não se envolve com a família".
Assim, no próprio ambiente onde nasce e cresce, o indivíduo aprende a ver o lado mau da vida ao invés de aprender que a vida é uma maravilhosa oportunidade para conhecer a verdadeira felicidade e de vive-la plenamente.
Sofrimentos na infância são suportados através de estratégias mentais, então, para uma criança se sentir amada ou receber atenção, num ambiente familiar de constantes brigas, conflitos e discussões, a estratégia poderá ser o desenvolvimento de algum sintoma, e se através disso o objetivo for atingido essa criança terá aprendido "para sempre" que ter problemas traz alguma vantagem.
Doenças psicossomáticas e doenças do comportamento, na maioria dos casos estão associadas a situações afetivas mal resolvidas, ou mal compreendidas gerando emoções que simbolicamente se manifestam no corpo ou nas atitudes sem que a pessoa perceba que está automatizada e atraindo exatamente aquilo que gostaria de afastar.
O que impede a pessoa de reconhecer suas próprias emoções, escutar o próprio corpo e conhecer o caminho que leva a solução dos problemas é a falta de noção e preparo para mergulhar no inconsciente e conhecer de forma natural e tranqüila como aprendeu a obter o que vem obtendo.
Saber como sabemos das coisas nos dá acesso ao nosso inconsciente.
Transformar doença em saúde, fracasso em sucesso, problema em solução, é função do próprio cérebro.